Harry Potter e as Relíquias da Morte #1

harry_potter_7 Faltam quinze dias para o “inicio do fim” da saga do jovem bruxo com a cicatriz de raio na testa. No próximo dia 19 estréia a primeira parte do longo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. A equipe do filme, tentando trazer mais fidelidade literária (e MUITO mais arrecadação) resolveu dividir o ultimo volume em dois filmes.

 

Eu particularmente sou um fã fervoroso de Harry Potter embora consiga entender porque muitas pessoas não gostam, afinal os primeiros livros são realmente bem bobinhos e os que a historia começa a ficar mais “punk” você precisa já estar por dentro da trama, ou seja, se não começar a ler enquanto é novo (e não percebe a característica “bobinho”) você nunca vai conhecer realmente. O que é  um grande azar porque a serie é “pica das galáxias”.

 

Mas uma resenha da obra completa fica pra uma outra hora quando eu resolver matar a saudade dos livros de J.K. Rowling, por enquanto fiquemos com os trailers do filme que está chegando para aguçar a vontade:

 

TRAILER 1:

 

 

TRAILER 2

 

trailers kibados do Omelete.

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Entrevista FHC

Ontem o JN da rede Globo trouxe trechos de uma entrevista coletiva do (ex)presidente Lula ao lado da futura presidente Dilma, entre as muitas bobagens que ele disse eu fiquei pensando na diferença de nível entre ele e FHC que também deu uma entrevista essa semana, mas ao jornal Folha de São Paulo, e como todo mundo sabe sou fã do tucano e reproduzo a mesma aqui.



Folha - José Serra aproveitou a oportunidade do segundo turno como deveria?
Serra foi fiel ao estilo dele. Tomou as decisões na campanha, com o [marqueteiro Luiz] Gonzalez. Não fez diferente do que se esperaria de Serra como um candidato que define uma linha e vai em frente. O PSDB, e não o Serra, tem outros problemas mais complicados. Precisa ter uma linguagem que expresse o coletivo.
Os candidatos esqueceram a campanha e não definiram o futuro. O nosso futuro vai ser fornecer produtos primários? Ou vamos desenvolver inovação, a educação, a industrialização? Isso não foi posto.

O governo Lula patrocina a formação de grandes empresas, uma espécie de complexo "industrial-burocrático". Qual a diferença para o seu governo, que também usou o BNDES nas privatizações?
Tudo é uma questão de medida. Os fundos [de pensão] entraram na privatização porque já tinham ações nas teles e participar do grupo de controle lhes dava vantagem. Mas tive sempre o cuidado da diversificação.
O problema agora é de gigantismo de uns poucos grupos, nesse complexo, que na verdade é sindical-burocrático-industrial, com forte orientação de escolher os vencedores. Isso é arriscado do ponto de vista político e leva ao protecionismo.

A fila do PSDB andou? Chegou a vez de Aécio Neves para presidente?
Eu não posso dizer que passou a primeiro lugar, mas que o Aécio se saiu bem nessa campanha, se saiu. Não posso dizer que passou a primeiro lugar porque o Serra mostrou persistência e teve um desempenho razoável.
Não diria que existe um candidato que diga "Eu naturalmente serei". Mas o PSDB também não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D. Dentro de dois anos temos de decidir quem é esse "é" e tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo.
Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi boa para o povo, para o Tesouro e para o país. Do ponto de vista econômico, as questões estão bem encaminhadas. O problema não é saber se a economia vai crescer, é se a sociedade vai ser melhor.

Houve sinais do que o sr. chama de "espírito" da democracia no processo eleitoral?
Não vejo. O presidente Lula desrespeitou a lei abundantemente. Na cultura política, regredimos. Não digo do lado da mecânica institucional - a eleição foi limpa. Mas na cultura política, demos um passo para trás, no caso do comportamento [de Lula] e da aceitação da transgressão, como se fosse banal.
Aqui ocorre outra confusão: pensar que democracia é simplesmente fazer as condições de vida melhorarem. Ela é também, mas não se esqueça que ditaduras fazem isso mais depressa.

Como o sr. vê a volta de temas como religião na campanha?
Com preocupação. O Estado é laico, e trazer a questão religiosa para o primeiro plano não ajuda.

A dose dos marqueteiros nas campanhas está exagerada?
Sim, em todas as campanhas. Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança.
Sem perceber que a verdadeira questão é como você transforma em problema algo que a população não percebeu ainda como problema.
Liderar é isso. Você abre um caminho. A pesquisa é útil não para você repetir o que ela disse, mas para tentar influenciar o comportamento a partir de seus valores.
O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo. O líder muda, não segue.

A polarização nacional entre PT e PSDB completou 16 anos. Tem feito mais bem ou mais mal ao Brasil?
O que o Chile fez na forma da Concertação [aliança entre Partido Socialista e Democracia Cristã que governou o país de 1990 a 2010], fizemos aqui sob a forma de oposição. Há muito mais continuidade que quebra. O pessoal do PT aderiu grosso modo ao caminho aberto por nós. Isso é que deu crescimento ao Brasil.
Agora tem aí o começo de um rumo que não é mesmo o meu, que é esse mais burocrático-sindical-industrial. E tem uma diferença na concepção da democracia.

O que seria essa social-democracia tucana?
Social-democracia, vamos devagar com o ardor. O sujeito da social-democracia européia eram a classe trabalhadora e os sindicatos. Aqui são os pobres. O Lula deixou de falar em trabalhador para falar em pobre. Mudou. Nós descobrimos uma tecnologia de lidar com a pobreza, mas estamos por enquanto mitigando a pobreza.
Tem de transformar o pré-sal em neurônio. Esse é o saldo para uma sociedade desenvolvida. Está se perfilando, no PT e adjacências, uma predominância do olhar do Estado, como se o Estado fosse a solução das coisas.

Então a diferença entre PT e PSDB, para o sr., se dá em relação ao papel do Estado.
A nossa tradição é de corporativismo estatizante, e isso está voltando. É uma mistura fina, uma mistura de Getúlio, Geisel e Lula. O Lula é mais complicado que isso, porque é isso e o contrário disso. Como é a metamorfose ambulante, faz a mediação de tudo com tudo. Lula sempre faz a mediação para que o setor privado não seja sufocado completamente. Não sei como Dilma vai proceder.

Isso tende a se aprofundar nesse novo governo?
A segunda parte do segundo mandato de Lula foi assim. A crise global deu a desculpa para o Estado gastar mais. E o pobre do [John Maynard] Keynes pagou o preço. Tudo é Keynes. Investimento não cresceu, gasto público se expandiu, foi Keynes.
Não acho que o Brasil vá no sentido da Venezuela porque a nossa sociedade é mais forte. Aqui há empresas, imprensa, universidades, igrejas, uma sociedade civil maior, mais forte. Isso leva o governo a ter cautela. Veja o discurso da Dilma de ontem [domingo]. Ela beijou a cruz. Ela tem que dizer isso, que vai respeitar a democracia, porque senão não governa.

O que esperar de Dilma?
Não sabemos o que ela pensa, nem como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma. Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um déficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruel.

link para entrevista aqui


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Estação Diego – Especial em Homenagem a Andy Irons

The Beach Boys foi a banda que desafiou os Beatles; Irons foi o surfista que desafiou Slater.

 

A música de hoje é um clássico da Surf Music em homenagem a Andy Irons, falecido na madrugada noite de ontem (2 de novembro) de causas ainda não explicadas.

 

Mas The Beach Boys é uma banda com a cara de Irons por um outro motivo além do obvio que é o Surf. Ambos, banda e surfista ousaram desafiar os dois “monstros” dos seus segmentos, enquanto o grupo da Califórnia foi o grande rival de ninguém menos que os Beatles, e com seu álbum Pet Sounds instigou Paul e Lennon a se superar e fazer o sublime Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Andy com seus três títulos mundiais consecutivos e uma ameaça concreta ao reinado de Kelly Slater (que saiu de “ferias por tempo indeterminado” em 1999), trouxe de volta a gana por vitorias daquele que é considerado o maior de todos os tempos.

 

“Sinto-me abençoado por termos resolvido nossas diferenças. Eu aprendi do que sou sou feito, do que sou capaz, por causa do Andy.

Kelly Slater

andy-irons-barrigudo

 

Seja por dengue ou qualquer outra causa – que esperamos seja clara e rapidamente solucionada para evitar o efeito CobainAndy Irons foi um ícone do surf e tal qual preconizou Getúlio Vargas, sai da vida para entrar para a historia.

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O papel da oposição

Editorial publicado no jornal Estadão:
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“Minha mensagem de despedida neste momento não é um adeus. É um até logo. A luta continua.” Ao reconhecer a vitória de Dilma Rousseff, José Serra exortou os oposicionistas a se articularem para cumprir o papel que lhes cabe no cenário político nacional. “Para os que nos imaginam derrotados - acrescentou - quero dizer: nós estamos apenas começando uma luta de verdade.” É ver para crer.
Um dos fatores decisivos da vitória de Lula foi o comportamento errático, quando não pura e simplesmente omisso, da oposição, ao longo de oito anos de governo petista e na campanha eleitoral deste ano. Lula elegeu-se em 2002 com a imagem de líder popular que fez contrastar com a de intelectual, representante da elite, de seu antecessor, Fernando Henrique. Com grande competência, Lula soube manipular esse contraste para construir a própria imagem de líder e defensor dos fracos e oprimidos e colar nos opositores o estigma de inimigos do povo. FHC virou anátema. Seu governo, “herança maldita”. E a oposição, como que sofrendo de grave crise de identidade, assistiu inerme a toda essa mistificação. A tal ponto que em 2005, quando estourou o escândalo do mensalão, Lula estava blindado e imune aos efeitos negativos da corrupção que grassava ao seu redor. Por muito menos, alguns anos antes Fernando Collor fora forçado a renunciar à Presidência.
É animador, portanto, ouvir o até agora principal líder da oposição convocar seus companheiros à continuação da luta política. Pois toda nação democrática necessita de governo competente e honesto tanto quanto de oposição viva e operante, pronta e apta a fazer cumprir o fundamento da alternância no poder.
Condições objetivas para o exercício de uma oposição eficiente a partir de 1.º de janeiro existem, apesar de a base governista ter aumentado no Congresso Nacional. A oposição sai das urnas com desempenho melhor, nos pleitos majoritários, do que quatro anos atrás. A diferença de votos entre Dilma e Serra foi menor, em cerca de 10 milhões de votos, do que aquela que Lula teve sobre Alckmin em 2006, o que pode ser explicado em parte, é claro, pelo fato de que Dilma não é Lula. Além disso, o PSDB acaba de conquistar 8 governos estaduais (foi o partido que mais governadores elegeu), que se somam aos 2 do DEM e abrangem a maioria dos Estados mais populosos e prósperos, como São Paulo, Minas, Paraná e Santa Catarina.
A mesma disposição manifestada por Serra foi reiterada pelo presidente nacional dos tucanos, senador Sérgio Guerra, para quem “o PT e os que ganharam de nós nesta eleição trabalharam para construir uma hegemonia, e não uma democracia. No Congresso, vamos agir para que o contraditório se estabeleça”. Por sua vez, depois de defender a necessidade de o maior partido da oposição partir para alianças e até fusões, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, colocou o dedo na ferida: “Nós não fomos suficientemente combativos ao longo dos oito anos do governo Lula.”
Pode facilitar o trabalho da futura oposição o fato de que Dilma, apesar de dispor de ampla base de apoio parlamentar, certamente não terá sobre seus aliados o mesmo controle que detém o atual presidente. E, certamente ainda mais relevante, o bloco governista poderá bater cabeça diante de previsíveis e inevitáveis discrepâncias entre políticas a serem defendidas pela próxima presidente e aquelas hoje adotadas por Lula. A considerar, ainda, a evidência de que uma importante legenda da base governista, o PSB, chega a 2011 fortalecido pelo aumento de sua bancada parlamentar e pela eleição de 6 governadores, quase todos no maior reduto petista - o Nordeste. Disposto, portanto, a trilhar tanto quanto possível seus próprios caminhos em direção à sucessão presidencial de 2014.
Mas qualquer projeto oposicionista se frustrará, principalmente em termos de consolidação da democracia, se não houver a sincera disposição de banir da vida política duas práticas nefandas que o lulo-petismo consagrou: o exercício da oposição, como fez no plano nacional até 2003, pautado exclusivamente por interesses eleitorais e o tratamento de adversários políticos como inimigos a serem dizimados. A oposição há que ser firme e combativa, sempre, e construtiva, quando possível.

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Agora é Dilma


Dilma Rousseff está eleita de acordo com as regras do jogo e portanto é a legitima presidente do Brasil pelos próximos quatro anos.

Pode-se discutir se a futura presidente teve uma campanha vazia de propostas, marcada por acusações contra o seu ministério e mudanças de opinião ou mesmo que usou e abusou da arma petista de reescrever a historia do país e demonizar as privatizações. Mas nenhum desses contratempos, nem todos eles somados foi maior do que o apoio do ainda (embora não pareça) presidente Lula e principalmente da grande (e cada vez maior) maquina governista.

Como esse blog é ferrenho defensor da ordem democrática, nunca será lida aqui nenhuma propagação de nada semelhante a um golpe no governo como o que foi promovido entre 1994 e 2001 com o famigerado "FORA FHC" que teve seu ápice no artigo publicado por Tarso Genro na Folha de São Paulo. Este espaço continuara sendo abastecido de criticas e analises de um brasileiro que adora política, e que gostaria que todos no país se envolvessem pois só assim teríamos um Brasil verdadeiramente grande.
– Até agora, ele era meu adversário. Agora, ele é meu presidente. (John McCain - Candidato derrotado na disputa pela presidência americana em 2008).
Espero que nesses quatro anos e principalmente nas proximas eleições ela possa apreender com McCain e emprestar ao cargo máximo da Republica mais dignidade do que seu padrinho politico que burlou e manipolou todas as regras do decoro e jurídicas para eleger sua candidata (volto ao tema mais tarde).
O Homem poderoso que junta a elequência à audacia torna-se num cidadão perigoso quando lhe falta bom senso. (Euripedes).
 E por ultimo deixo aqui uma dica de leitura, o perfil da nova presidente pela pena do ótimo jornalista Ricardo Setti:
(...) vemos que a ex-ministra tem aspectos positivos, tem aspectos negativos. Deixa explicações incompletas sobre problemas ocorridos durante sua gestão na Casa Civil. Falta-lhe experiência política. Além de jamais haver sido antes provada nas urnas, está a anos-luz do carisma de Lula e longe do preparo intelectual e da capacidade política de Fernando Henrique. (...)
Clique aqui para ler o artigo completo
Como se vê pelo trecho escolhido não tenho grande apreço por Dilma, mas ainda sim deixo aqui como ultimas palavras o meu Boa Sorte.



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